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	<title>Comments on: Pela preservação dos recursos biológicos brasileiros.</title>
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		<title>By: Gerson</title>
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		<dc:creator>Gerson</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 21:15:00 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Danielle.
Sou, indesculpavelmente, devedor.
Tive uma pane em meu computador e, pra variar, perdi muita coisa, inclusive seu e-mail.
Só hoje consegui (não sou muito habilidoso com estas máquinas modernas) encontrar este seu sítio.
Ouvi o PodCast que sua trupe produziu sobre o tema &quot;biopirataria&quot;. Posso afirmar que não poderia abordar o tema com esta generalidade e, ao mesmo tempo, profundidade de análise.
Gostaria, apenas, de apontar outro aspecto que poucos ousam enfrentar: a utilização por grupos econômicos nacionais de forma sustentável dos recursos naturais e culturais.
Uma das facetas da cultura ainda não bem desenvolvidas pelo brasileiro diz exatamente com esta minha percepção do tema. Nós somos pródigos em choramingar e nada fazer.
Tenho forte convicção que a biopirataria, além das mazelas muito claramente expostas por vocês, é resultado de uma inexistente gestão empresarial de médio e longo prazo.
Ora. Muito mais cômodo ganhar rios de dinheiro investindo em ações e jogando no mercado futuro com as empresas que nos aviltam, do que gastar muito tempo, neurônios e dinheiro na busca de desenvolver grupos de ciências básicas e indústrias que possam tirar, de modo sustentável e controlado, recursos que venham a ser transformados em tecnologia, saúde, cultura, etc.
É notória a falta de interesse de nosso empreendedor no financiamento de pesquisas de base. O Estado, como podemos ler todos os dias nos jornais, investe muito mais na melhora da qualidade de vida de seus “representantes” do que na conquista do bem comum, o que faz sobrar muito pouco para esta mesma finalidade. Hoje, sabemos que o investimento estatal que mais cresce é na contratação e no pagamento de pessoal. (talvez mais um dos motivos de sermos tão  dependentes do0 conhecimento produzido pelos biopiratas...)
Eu tenho o péssimo hábito de ser otimista.
Talvez, com a utilização destes gêneros de espaço, onde se podem lançar idéias sem ter que passar pelo crivo da mídia institucionalizada, alguma boa alma seja sensibilizada e lance o primeiro grão de areia desta grande obra a ser erguida.
Espero que estes esforços que você e seus companheiros demonstram continuem a frutificar e que pessoas certas venham dele conhecer.
Mais uma vez, como devedor que sou (não se esqueça que, para nós, a obrigação é um processo de parificação e pacificação social), a cumprimento e me desculpo pelo não cumprimento de uma promessa (lembra-se das obrigações morais......)
Gerson.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Danielle.<br />
Sou, indesculpavelmente, devedor.<br />
Tive uma pane em meu computador e, pra variar, perdi muita coisa, inclusive seu e-mail.<br />
Só hoje consegui (não sou muito habilidoso com estas máquinas modernas) encontrar este seu sítio.<br />
Ouvi o PodCast que sua trupe produziu sobre o tema &#8220;biopirataria&#8221;. Posso afirmar que não poderia abordar o tema com esta generalidade e, ao mesmo tempo, profundidade de análise.<br />
Gostaria, apenas, de apontar outro aspecto que poucos ousam enfrentar: a utilização por grupos econômicos nacionais de forma sustentável dos recursos naturais e culturais.<br />
Uma das facetas da cultura ainda não bem desenvolvidas pelo brasileiro diz exatamente com esta minha percepção do tema. Nós somos pródigos em choramingar e nada fazer.<br />
Tenho forte convicção que a biopirataria, além das mazelas muito claramente expostas por vocês, é resultado de uma inexistente gestão empresarial de médio e longo prazo.<br />
Ora. Muito mais cômodo ganhar rios de dinheiro investindo em ações e jogando no mercado futuro com as empresas que nos aviltam, do que gastar muito tempo, neurônios e dinheiro na busca de desenvolver grupos de ciências básicas e indústrias que possam tirar, de modo sustentável e controlado, recursos que venham a ser transformados em tecnologia, saúde, cultura, etc.<br />
É notória a falta de interesse de nosso empreendedor no financiamento de pesquisas de base. O Estado, como podemos ler todos os dias nos jornais, investe muito mais na melhora da qualidade de vida de seus “representantes” do que na conquista do bem comum, o que faz sobrar muito pouco para esta mesma finalidade. Hoje, sabemos que o investimento estatal que mais cresce é na contratação e no pagamento de pessoal. (talvez mais um dos motivos de sermos tão  dependentes do0 conhecimento produzido pelos biopiratas&#8230;)<br />
Eu tenho o péssimo hábito de ser otimista.<br />
Talvez, com a utilização destes gêneros de espaço, onde se podem lançar idéias sem ter que passar pelo crivo da mídia institucionalizada, alguma boa alma seja sensibilizada e lance o primeiro grão de areia desta grande obra a ser erguida.<br />
Espero que estes esforços que você e seus companheiros demonstram continuem a frutificar e que pessoas certas venham dele conhecer.<br />
Mais uma vez, como devedor que sou (não se esqueça que, para nós, a obrigação é um processo de parificação e pacificação social), a cumprimento e me desculpo pelo não cumprimento de uma promessa (lembra-se das obrigações morais&#8230;&#8230;)<br />
Gerson.</p>
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